31 de mar. de 2010

Mais um pouco de Big Brother

Paola Guaraná

Admito que até algumas horas atrás eu não tinha a menor ideia do que escrever aqui, e que jeito melhor de procurar inspiração do que ligar o computador e procurar na internet algum assunto bastante comentado? Que inocência a minha. Por um minuto, e só por um minuto, esqueci dos 154.878.460 votos que Pedro Bial tanto se orgulhou ontem. E olha que justamente por causa da final do BBB 10 eu quase perdi a hora hoje de manhã, fui para a faculdade dormindo no banco de trás do carro e até esqueci que hoje era meu dia de postar aqui. Troquei o "bom dia" por "Ele ganhou!" e defendi o Dourado com unhas e dentes. Ainda assim é possível acreditar que nem passou pela minha cabeça escrever sobre isso aqui? Mas tudo bem, como eu já disse, o assunto que eu tinha esquecido (só por um minuto) foi jogado na minha cara a cada site diferente que eu abria! UOL, Terra, Folha Online, Globo (óbvio), e outros jornais de Estados diferentes. Sem contar o espaço especial que alguns desses sites dedicam ao programa. (UOL e Terra)

Confesso que no inicio fiquei um pouco em duvida se era algo que valia um post, mas se a Folha Online pode, acho que eu também posso. É inegável a popularidade do programa. Até acredito que algumas pessoas não gostem e não acompanhem o programa, mas daí até não conseguir reconhecer o Dourado e alguns outros participantes marcantes... Para conhecê-los não era necessário assistir o reality show, eles estavam expostos em outros diversos meios.

Caso ainda não tenham notado, esse assunto me confunde um pouco, ao mesmo tempo que a popularidade e divulgação do programação são indiscutíveis, aos meus olhos, sua inutilidade também é. De fato é um programa que não acrescenta em nada (a não ser a conta bancaria dos participantes, principalmente do ganhador), mas que faz uma comoção de milhares de pessoas para escolher o novo milionário do Brasil. E então começa a discussão que a televisão brasileira precisa de mais conteúdo e mais cultura, mas quando o povo da uma audiência tão grande para programas como esse, gasta o tempo votando (Deborah Secco no caso, votou mais de 3.000 vezes!!), e divulga sobre o assunto em sérios e grandes meios de comunicação porque tem publico para isso, acredito que a população saiba exatamente o tipo de programação que quer.






Finalistas do BBB 10

30 de mar. de 2010

Não tem problema, a propaganda resolve!

Gabriela Baldan
Hoje assisti a uma ótima aula sobre a crise da Bolsa de Nova York em 1929. O professor discorria sobre o contexto histórico da década de 20, mais especificamente sobre a indústria da propaganda. Neste período em que a propaganda representava 2% do PIB dos Estados Unidos, o objetivo era fazer a pessoa acreditar que não poderia viver sem aquilo que estava sendo vendido. Aos homens, disse o professor, eram propagandeados principalmente carros e cigarro. Às mulheres, cosméticos e roupas.

Foi quando ele apresentou uma ideia que me fez pensar. O professor disse o seguinte: naquele tempo o cigarro emprestava ao fumante uma imagem viril, de masculinidade. Hoje, porém, a onda “saúde” e “verde” que surfamos diz que fumar faz mal à saúde e então são estampadas nas embalagens de cigarro imagens de consequências do fumo; uma das mais evitadas é a da impotência sexual. A imagem que o produto empresta ao consumidor se inverteu!

Seguindo esse raciocínio, hoje os automóveis são um dos grandes vilões contra o meio ambiente devido à alta taxa de emissão de CO2 na atmosfera. Não são mais as máquinas revolucionárias que substituíram os cavalos.

O plástico encanta com sua praticidade e leveza, porém é o material que mais polui oceanos. Mas alguém vai deixar de comprar ou fazer plástico por que ele polui? Alguém vai deixar de comprar um artigo de marca só por que sabe que foi produzido em regime de quase escravidão?

Então surgem as alternativas: a reciclagem, os carros movidos a álcool, e adesivos de nicotina, e denúncias. E isso é pura propaganda de novo! E a maior vitória da propaganda é que ela gera mais propaganda. Nem se sabe da existência de alguma coisa até que a propaganda aconteça e aquilo passa a ser essencial. Essencialidade sempre reforçada por mais propaganda.

29 de mar. de 2010

Ringtone terapêutico

Raphael Victorino

Esse pessoal de olhinho puxado viu! O Japão está na frente do resto do mundo em tecnologia para telefones celulares. No país, é comum ter canais de TV disponíveis no aparelho e em várias lojas pode-se pagar por mercadorias simplesmente passando o fone sobre um sensor. Mas a última moda entre japoneses é ter o telefone tocando sons que possuam um efeito supostamente terapêutico. Com a aproximação da primavera, muita gente que sofre de rinite alérgica se vê incomodada pela quantidade de pólen solta no ar e uma companhia está prometendo um som que alivia os sintomas. A Japan Ringing Tone Laboratory diz que basta esperar uma chamada no celular e segurar o aparelho sob as narinas. Supostamente, isso fará com que o pólen se desprenda, trazendo alívio. Pois é, só nos faltava mais essa.



28 de mar. de 2010

Está tudo errado!

Angela Sanchez

O grande assunto desta semana que passou, tanto nos veículos de comunicação, como na internet e nas conversas de pessoas por todo o Brasil e principalmente em São Paulo foi o julgamento do caso Nardoni. Não vou falar aqui sobre quem é culpado ou não e nem sobre o caso em si, isso já foi discutido o bastante.
Agora, usando como referência toda a manisfestação tanto midiática como popular que aconteceu em torno deste caso abre-se margem para se discutir o que é importante para os braseileiros. Foi incrível ver o tamanho da comoção em torno dete caso. Não entendo porque este, em particular, foi tão polêmico, sendo que na mesma época da morte de Isabella, aconteceram outros casos parecidos sobre os quais ninguém mais fala.
Mas pensar que toda essa comoção não trará frutos ao país é muito triste. A reação da população a este caso era uma oportunidade incrível, para tentar mudar a realidade diária de muitas crianças brasileiras, vítimas de violência e abusos. Se as pessoas se empenhassem tão entusiasmadamente em manifestações que buscassem uma alteração legislativa sobre a proteção de crianças, ou então na fiscalização de órgãos públicos sobre isso; por exemplo seria um esforço popular muito mais eficaz e com reais resultados.
A própria mídia poderia ter aproveitado esta chance, para levar a discussão além da cobertura do caso. Era um momento ideal para abrir um espaço de debate e reflexão sobre a violência e os abusos contra menores no Brasil e assim tentar especular sobre possíveis soluções.
Uma das coisas que falta no Brasil para que a realidade do brasileiro possa ser um pouco melhor é saber aproveitar situações como esta, não deixando que ela se torne apenas uma notícia polêmica na mídia e possa orginar debates sobre como evitar que outros casos similares continuem a fazer parte da nossa realidade diária. Essas coberturas deviam servir de exemplo para o que deve ser mudado no país e em nossas leis e não apenas exemplo do tipo de notícia que dá maior audiência ao veículo de comunicação.

25 de mar. de 2010

Será que um choro resolve?


Gabriella Vareschi de Rosa



Hoje dia 25 de Março, depois de dois anos do acontecimento do caso da menina Isabella, seu pai Alexandre Nardoni e sua madrasta Ana Carolina Jatobá resolveram derrubar lágrimas para assim quem sabe comover o País.
Todos nós queríamos não acreditar que esse fato aconteceu, ou pelo menos que um pai não teria coragem de fazer isso com sua própria filha, mas a única solução que nos dá é que realmente não existiu uma terceira pessoa, e eles são os culpados.
Pessoas loucas e psicopatas estão em todos os lugares. Elas nos causam medo, nos causam dó. Mas até onde será que vai a coragem de um ser cometer um tipo de coisa dessas? O que deve ter passado na cabeça desse casal em cometer esse crime?
Nardoni,um cara submisso a esposa, fraco intelectualmente. Com certeza entrou em curto circuito diante da possibilidade de ser incriminado pelo espancamento de Isabella e com requintes de crueldade, atirou a própria filha pela janela. Um vídeo demonstra que horas antes a família estava reunida e bem.Durante todo esse processo, ele se demonstrou frio,que é uma das características do psicopata:ausência de culpa- não se arrepende e nem tem dor na consciência. Tem certeza que nunca erra.
Nessa tarde, Alexandre Nardoni o autor do crime, conseguiu chorar três vezes ao falar do acontecimento com sua filha, o que acabou sensibilizando os júris.
Mas olhem que coisa, hoje, bem hoje, o pai e a madrasta resolveram chorar, juntos... Mera coincidência né?
Uns dizem que o choro do pai não possui lágrimas e sim apenas uma encenação, de uma pessoa vazia e fria.
É um caso um tanto polêmico, que deixam as pessoas confusas sem saber o que pensar, mas no fundo todos sabem realmente a verdade, e por mais que haja choros, provas incertas como de ter uma terceira pessoa, não tem volta e muito menos desculpas. Tem que ter justiça e eles serem punidos até o final.
Se não quantos casos desse tipo vão ter que acontecer para ter justiça nesse País?

24 de mar. de 2010

O custo para consumir

Paola Guaraná

Que delícia! Voltei há pouco de um passeio com a minha amiga, e além do óbvio como jogar conversa fora, ver vitrines e comer besteiras, algo em especial me fez ganhar a tarde: não gastar absolutamente nada com o estacionamento do shopping. Isso mesmo, fomos a dois e não pagamos nada por deixar o carro no estacionamento.
Convenhamos, há pouquíssimas coisas tão irritantes quanto gastar mais de 10 reais no estacionamento do shopping só porque você demorou mais de três horas para achar o vestido certo para o final de semana. Pior ainda com o cinema, levando em conta um filme de 2 horas, você chega 1 hora antes para poder garantir os ingressos e na saída do filme resolve comer alguma coisa por lá mesmo... Já se foram umas cinco ou seis horas do seu dia e 20 reais da sua carteira!
Essa irritabilidade é por preferir gastar esse valor com algo que eu queria e precise mais. Acredito que todos iriam optar por usar esse dinheiro com aquele pedaço de torta holandesa, daquela doceria, também um pouco cara, mas deliciosa (tá, pode ser que alguns discordem com a parte da "torta holandesa").
O que mais intriga é que pagamos (na maior parte das vezes um absurdo), para deixar o carro estacionado enquanto fazemos compras, comemos ou vamos ao cinema, ou seja, enquanto geramos ainda mais lucro para o estabelecimento.
Devemos admitir que teve quem tentou, há uns anos pensavam na lei em que caso fosse consumido no mínimo 10 vezes o valor do estacionamento, o motorista ficaria isento do pagamento. Recentemente voltaram a falar sobre a possibilidade. Não vingou.
A felicidade de hoje foi por escolher shoppings um pouco mais modestos, não piores. O Shopping Continental dispõe de um estacionamento gratuito (bolsão), o Shopping União permite que você fique até duas horas sem cobrar nada, e o Super Shopping Osasco prolonga essa tolerância em até 3 horas. Aí está mais uma das vantagens de frequentar shopping de Osasco.

A propósito, o Shopping Villa Lobos oferece desconto no estacionamento para quem for ao cinema, mas eles raramente (para não dizer nunca) avisam!

23 de mar. de 2010

A semana em que todos são juízes

Gabriela Baldan

Todo mundo diz que lembra exatamente o que estava fazendo no dia do atentado ao World Trade Center no fatídico 11 de setembro de 2001. E no 29 de março de 2008? Não. Ninguém se lembra o que estava fazendo quando a notícia de que uma menina de 4 anos havia sido arremessada pela janela do sexto andar de um prédio na zona norte da capital paulista. O famoso “Caso Isabella”! E como se falou dele! Foram dias e dias de destaque na mídia impressa e televisiva. E até no show do Padre Marcelo.

Como sempre, a poeira abaixou e os dois principais suspeitos do crime (o pai e a madrasta) viviam traquilamente enjaulados em presídios no interior de São Paulo. Mas sempre passa um caminhão para levantar a poeira novamente, e parece que reanimá-la traz novos sentimentos e julgamentos ao caso. Todo mundo pode não se lembrar do que estava fazendo quando soube da notícia, mas com certeza lembra de todos os detalhes do episódio.

Nesta segunda-feria (22) começou o julgamento de Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá, os suspeitos. Esse fato reúne os personagens do tão sabido caso: Ana Carolina Oliveira, a mãe. Antonio Nardoni: o avô paterno. E os vários manifestantes e curiosos que acampam na porta do Fórum de Santana para poderem xingar aqueles que julgaram: o júri popular.

As 7 pessoas do júri (aquelas eleitas para estarem dentro do tribunal julgando o caso) de repente se multiplicam e viram todos. Aonde quer que seja o assunto é o mesmo. No ônibus, no trem, no metrô, na rua, no restaurante por quilo, na roda de amigos, na aula. Todos fazem papel de júri em analisar e julgar os fatos, e quem sabe, chegar a uma conclusão. A única diferença é que a sentença dada por todos nós não é aquela que vai ao final do processo e que decide a soltura ou prisão dos acusados. Ela só mostra o que um país inteiro pensa.

Resta saber se vale a pena a soltura quando a opinião de todos os ouvidos no ônibus, no trem, no metrô, na rua, no restaurante por quilo, na roda de amigos e na aula é a mesma. Porém é só a opinião de todos. Boa sorte ao júri! E aos personagens principais dessa novela; com direito à visita de Glória Perez e tudo. Ela deve se lembrar do que estava fazendo no dia em que viu a notícia.